Eu me pergunto porque pessoas vem e vão nessa parábola chamada vida. Você se sente descrente, impotente, imaginando a causa do ocorrido e nunca encontra o exato sintoma de que compreendeu verdadeiramente a essência disso tudo. Você se perde e se reencontra com o apoio de alguém que mesmo sem saber, com suas singelas palavras consoladoras consegue te tirar desta escuridão constante. Você cresce e só percebe a mudança nítida quando depois do caos, você observa que se iluminou de forma a compartilhar seu brilho com os demais a sua volta. Cada um de nós é um universo e as estrelas são as pessoas. Estrelas morrem, mas antes de se dissipar pelo cosmo eterno, deixam com as demais estrelas e constituintes do meio, um pedacinho de si mesma, contribuindo para a evolução de todo o imenso infinito negro chamado universo.
sábado, 29 de junho de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
Desfilava num salto preto e com um vestido nada longo, gostava de enamorar-se no espelho e dizia com frequência a si mesma que aquele pequeno espaço era pouco para seu brilho. Apesar de ser tão submersa em sua mente complexa, tinha um altruísmo digno de salvadores universais. Via a sua volta muitos Narcisos que insistiam em se perder no seu relicário amaldiçoado chamado ego. Centralizava de forma absoluta seus objetivos, pensava no mesmo espaço de tempo em um aglomerado de dimensões diferentes. Acreditava em suas próprias criações fantasmagóricas e se considerava forte o suficiente para qualquer imprevisto. Não temia a morte, mas se desfazia e renascia aos sussurros de uma voz que acalentava até o mais inquieto dos corações rebeldes. Pedia aos céus para morrer, mas morrer de amores. Olhava seus próprios olhos vermelhos de insônia e se via nas carícias de um ser que a fizesse sonhar acordada. Havia encontrado algo que não era dessa dimensão. Via a sua projeção em um outro alguém que tirava seus sorrisos como notas das mais serenas melodias. Se dividia e refazia a mistura dos dois, só para ver que ser problemático seria criado dessa explosão sensorial em seus devaneios rotineiros. Corria adrenalina nas veias quando se olhavam e quando se beijavam o sangue retrocedia. Sabia da essência da vida, era algo que fazia com que se reinventasse a cada dia, voltava a ser menina e diluía todos os dilemas da vida.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Tão jovem e tão tolo por pensar que já havia passado por todos os problemas possíveis e por se considerar autosuficiente no quesito experiência. A única coisa que podia enxergar através da fumaça do cigarro, eram as luzes do café logo a frente. Fazia frio, sentia sono, queria ser alguém, queria poder mudar de opinião tão rápido quanto os outros ao seu redor. Vivia querendo e nunca fazendo. Vivia se anulando e chamava aquilo de crescimento. Descanse criança, aprenda, aceite, sorria e vá adiante, você não irá ganhar todo o infinito se queixando e desistindo. Você apenas está crescendo, descansa, descansa.
sábado, 5 de janeiro de 2013
Nunca traia a si mesmo dizendo que não pode ser capaz. A capacidade tem a geometria do universo, portanto é impossível saber o seu determinado limite, até que ponto se pode chegar. O que pode conter dentro dessa geometria são inúmeras possibilidades de mudança, de evolução e de sabedoria. Além de ser genuíno de sua própria natureza, tão bela natureza. Não há problema ou situação que não possa ser sanado. Não há carvão que um dia não possa ser lapidado. Não haveria você se não houvesse um passado. Persista, evolua, continue. Este plano é apenas o começo da eternidade.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Entre os destroços que ali existiam, ainda havia sobrevivido traços de esperança. Nada como aquela lembrança pífia do tão doce e amargo sentimento que fez tudo se desmanchar em questão de segundos. Sabia que todos nós somos arquitetos por natureza, que entre esse imenso azul e marrom haviam coisas que nem os maiores pensadores poderiam decifrar. Concluiu que o único e sábio destino a se guiar seria o de dançar conforme a música. Uma melodia que não havia ouvido antes, mas que por ter dançado tantas outras músicas, com certeza dançaria melhor que muitas outras vezes. Tinha tanto em tão pouco, mostrava muito em singelos dizeres, gostava mesmo era de ensinar com os olhos. Era apaixonada por ideias, admirava diversidades, se escondia entre os seus suaves sorrisos. Depois de longo tiquetaquear do relógio, havia aprendido que poderia dançar e cantar aquela bela canção. De tão bela, quantas delas, viraram emoção.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Olhei pros meus 365 dias e senti como se tivesse revivido cada dia na memória. Amadureci muito mais que 365 dias, ganhei muito mais que 365 coisas, revivi muito mais que 365 vezes. Foi um ano tão bom que até ganhei um dia a mais, um dia a mais pra viver, nada como 366 dias. Devo agradecer as pessoas, as mudanças, as decisões, as inovações, as discussões. Foi mais um, que venha mais outro e que seja sempre novo. Feliz 2013 pra vocês.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Eram diversos os sentimentos que brotaram naquele dia ensolarado num verão de quarenta graus. O seu sorriso era como o sol e o seu beijo como o vento que batia no meu rosto e deslizava sobre meus cabelos. O seu calor era proteção, me refrescando dos quarenta graus. Não era um simples sentimento, naquele momento experimentei de um êxtase unido com o cheiro de ter você ali comigo. Nos seus braços, senti que eu estava segura de que aquilo, era o melhor que poderia nos acontecer. Aquela era a nossa hora. Tinha um toque suave, suas mãos acariciando meu rosto. Dedilhava seus cabelos e contava fio a fio. Você adormeceu e eu apenas te observei, aquilo me descansava a alma e me dava uma sensação de confiança que nunca havia sentido. Naquele instante em que você abriu seus olhos, recebeu meu sorriso de boas-vindas e você sentiu que aquela realidade te fazia sonhar acordado. Era um elo que não poderia ser cortado, ter você ali, ao meu lado.
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